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O início de tudo ...

Decoração de rua mexicana
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Minha 
história latina

O espanhol parecia algo distante, como aquele tipo de tema cujo nome conhecemos, mas sobre o qual não sabemos muito bem do que se trata. Só que isso parecia mudar naquele ano em que eu estava indo para o sexto ano do colégio. Era naquela época em que estudar uma ou duas línguas estrangeiras era algo obrigatório nas escolas durante o período pré-ensino médio.

Quando recebi minha lista de materiais, descobri que, além do inglês, o espanhol também faria parte do meu ano letivo… no início? Tudo lindo e tranquilo, “nada além de uma matéria que se parecia com o português”. Mas foi então que a coisa começou a complicar.

Lembro que eu era simplesmente apaixonada pela cultura americana, aquela idealização de quem cresceu ouvindo Jonas Brothers e assistindo a filmes adolescentes da Disney. Por estar tão cega pela americanização das coisas, eu enxergava o espanhol como algo chato, estranho e complicado. Era parecido com o português, mas, sempre que eu pensava ter tirado nota máxima em uma prova, descobria que todas as minhas alternativas estavam erradas, já que “pastel” não era aquele que eu estava acostumada a comer com queijo.

Conclusão? Por 0,75 eu caí na minha primeira recuperação (e sim, eu nunca esqueci dessa nota). Senti muita raiva, mas busquei superar aquilo e tive que procurar aulas particulares de espanhol para tentar passar na prova final. Era no mesmo lugar onde eu fazia minhas tão idealizadas aulas de inglês. Lembro que achei o professor muito inteligente e que, em três dias, ele me ajudou a memorizar os nomes das profissões e dos lugares da cidade. Até hoje não entendo qual era a minha dificuldade em compreender que “PANADERÍA” era “PADARIA”.

Pois bem! Consegui passar na prova e o ano passou. Foi então que o espanhol deixou de ser obrigatório nas salas de aula, e eu finalmente me vi livre daquele pesadelo.

Era o que eu pensava…

Alguns anos depois (quando entrei no nono ano), lá estava eu assistindo à Disney. Nunca fui do tipo que saía muito de casa. Começou a passar na TV uma série bem no estilo de novela mexicana. Dei algumas risadas e pensei: “até parece que vou me envolver com isso”… eu realmente preciso parar de duvidar das coisas. Foi então que o espanhol começou a fazer parte do meu dia a dia. Era uma série musical que me levou, aos 15 anos, para São Paulo pela primeira vez, para assistir a um show internacional. Nessa época, eu já falava o básico do idioma e até escrevia algumas coisas.

Depois que minha “loucura adolescente” passou, o espanhol continuou comigo como algo que eu amava fazer. Era divertido estudar aquelas palavras com pronúncias engraçadas e assistir a milhares de vídeos de nativos conversando. Então percebi que tudo havia mudado. Até do inglês eu já tinha me esquecido. O español era “mi nuevo vicio”, como diria Morat.

No ensino médio não foi diferente. Depois de tantos anos, reencontrei minha antiga professora, mas, dessa vez, ouvi as seguintes palavras: “Você tem estudado fora? Você é muito boa nisso, pronúncia perfeita!” Até hoje sou grata a ela por ter sido uma inspiração e por ter me dado tanto apoio naquela época.

Naquele momento, eu não sabia o que queria como profissão, mas sabia que o espanhol precisava fazer parte do que estava por vir. Eu já era a “Duda do espanhol”, e até que gostava bastante disso.

Depois de formada, Deus confrontou muito o meu coração e me fez passar por muitos caminhos até que eu tomasse uma decisão definitiva. Foi então que, em 2020, decidi me dedicar ao espanhol como minha profissão, tendo como sonho levar conhecimento para todos(as) que desejam aprender um segundo idioma!

Por mais louco que pareça, foi assim que Deus já havia preparado tudo. Sinto-me extremamente feliz em poder dizer que faço exatamente o que amo e que Ele me deu o espanhol como serviço para glorificar e honrar o Seu santo nome!

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